Áudio e podcasts: a mídia que acompanha o público
Enquanto a maior parte das mídias disputa os olhos do público, o áudio ocupa outro espaço: os momentos em que as pessoas estão dirigindo, se exercitando, cozinhando ou trabalhando. Rádio, streaming de música, audiolivros e, principalmente, podcasts formam um ecossistema que acompanha o dia a dia de milhões de brasileiros e oferece oportunidades particulares para as marcas.
Por que o áudio é diferente
O áudio costuma ser consumido com fones de ouvido, de forma pessoal e contínua. Isso cria uma sensação de proximidade com quem fala. Em podcasts, especialmente, o público desenvolve uma relação de confiança com os apresentadores, o que torna as recomendações feitas por eles mais críveis.
Formatos para as marcas
- Anúncios lidos pelos apresentadores, que aproveitam a credibilidade do programa.
- Anúncios gravados inseridos dinamicamente, com segmentação por perfil e região.
- Patrocínio de temporadas ou quadros específicos.
- Podcasts de marca, produzidos pela própria empresa sobre temas de interesse do público.
Podcasts de marca: cuidado com a vitrine
Criar um podcast próprio pode ser uma boa forma de construir autoridade, mas exige compromisso. O programa precisa ser interessante por si só, e não um comercial longo. Regularidade, qualidade de produção e temas relevantes são essenciais. Muitos podcasts de marca são abandonados após poucos episódios, o que pode transmitir descaso.
Identidade sonora
O crescimento do áudio também reforça a importância de ativos sonoros: vinhetas, assinaturas e vozes que identificam a marca sem necessidade de imagem. Em um canal sem logo, o som é a marca.
Medição
A medição de áudio evoluiu, com dados de downloads, audiência por episódio e estudos de lembrança. Ainda assim, parte do efeito é de construção de marca e aparece no médio prazo. Combinar áudio com outros meios e medir o efeito conjunto ajuda a entender seu papel no plano.
