Marketplaces: como vender neles sem perder a marca
Para muitas empresas, vender em marketplaces deixou de ser opcional. Essas plataformas concentram grande parte do tráfego do comércio eletrônico, e muitos consumidores começam suas buscas diretamente nelas. Estar presente significa acesso a um volume de clientes difícil de alcançar sozinho. Mas também traz desafios para quem quer construir uma marca, e não apenas vender produtos.
O risco da comoditização
Nos marketplaces, produtos são apresentados lado a lado, em formatos padronizados, com destaque para preço, frete e avaliações. Nesse ambiente, a marca tende a perder espaço como diferencial. O consumidor compara ofertas e escolhe, muitas vezes, pela condição mais vantajosa. Além disso, o relacionamento e os dados do cliente ficam em grande parte com a plataforma.
Como fortalecer a marca dentro das plataformas
- Cuidar das páginas de produto com fotos de qualidade, descrições completas e informações consistentes com o site próprio.
- Usar lojas oficiais e espaços de marca, quando disponíveis.
- Responder avaliações e perguntas com atenção e no tom de voz da marca.
- Garantir entregas no prazo e bom atendimento, já que a reputação na plataforma depende disso.
- Controlar revendedores não autorizados e a política de preços.
Canal próprio e marketplace
Muitas marcas adotam uma estratégia combinada: usam marketplaces para alcance e aquisição e investem em canais próprios, como site, aplicativo e CRM, para construir relacionamento. Embalagens, encartes e experiências pós-compra podem convidar o cliente a conhecer os canais da marca, sempre respeitando as regras de cada plataforma.
Atenção às margens
Comissões, custos de frete, investimentos em mídia dentro das plataformas e promoções exigidas em datas especiais podem comprimir as margens. É importante acompanhar a rentabilidade por canal para evitar que o crescimento em vendas esconda prejuízos.
Marketplaces são aliados poderosos, desde que a marca não terceirize sua identidade junto com a logística.
